Novo antivírus da Microsoft é posto à prova

SÃO PAULO – O antivírus gratuito da Microsoft passou por testes da companhia AV-Test, especializada nesse setor.

O produto testado foi o Security Essentials, o software gratuito que a Microsoft lançou na terça-feira na versão beta para Windows XP, Vista e Windows 7. Ele foi confrontado com quase 3 200 vírus, cavalos de troia e vermes.

De acordo com a AV-Test, todos os arquivos infectados foram devidamente detectados e tratados pelo produto. Houve também medição de falsos positivos para ver se o antivírus enganou-se ao considerar limpos os arquivos. Mais uma vez o Security Essentials fez o trabalho, já que nenhum arquivo que tinha sido limpo foi considerado malicioso.

Os bons resultados do antivírus da Microsoft decepcionarão seus rivais que esperavam por um baixo desempenho do produto. Mas não é todo mundo que pode baixar o programa, pelo menos por enquanto. A Microsoft havia limitado a 75 000 downloads a versão beta. Como o número foi atingido na manhã da quarta-feira, quem estiver interessado no software vai ter que esperar até o lançamento oficial que deve acontecer antes da estreia do Windows 7, marcada para o dia 22 de outubro.

Quem for ao site da Microsoft para procurar pelo beta do Security Essentials receberá o seguinte recado: "Agradecemos o seu interesse em ingressar no Microsoft® Security Essentials Beta. No momento, não estamos aceitando novos participantes. Volte novamente em uma data posterior para verificar se há disponibilidade para mais participantes".

Antes conhecido como "Morro", ele deve substituir o serviço pago OneCare.

Um Mac para arrepiar de Jobs a Dickinson

Um Mac para arrepiar de Jobs a Dickinson

PORTO ALEGRE - Computador reciclado criado pelo Centro Marista de Inclusão Digital, de Santa Maria (RS) faz referências ao Heavy Metal e à Apple em uma mesma carcaça de desktop.

No estande da Rede Marista de Educação e Solidariedade,no Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre, é possível ver obras bastante originais.

Entre carcaças de CPU com diversos formatos e cores, se destaca o Metaintosh. Com pintura chamativa remetendo ás chamas infernais, a máquina é um dos exemplos de projeto do Centro Marista de Inclusão Digital (CMID).

Durante o FISL 10, os alunos de Santa Maria também apresentaram protótipos de robôs com finalidades politicamente corretas, como reaproveitar material eletrônico descartado.

Morte de Michael Jackson congestiona Twitter

SÃO PAULO – A morte do astro pop Michael Jackson pode não ter sido oficialmente confirmada, mas o Twitter e outras redes de relacionamento já sofrem com isso.

A busca por notícias ou pela confirmação da morte do astro acabou congestionando o Twitter. Vários usuários relataram lentidão ou mesmo impossibilidade de acessar o site.

Dos trending topics, ou tópicos mais usados, seis fazem referência ao astro pop. Entre eles Rip MJ. RIP é uma sigla em inglês para “descanse em paz”. Outras referências como Pop e cardiac arrest, ou parada cardíaca, também fazem parte da lista de tags mais usadas.

O Wikipédia também teve problemas. Os usuários relataram problemas para acessar o verbete referente a Michael Jackson. Às 19h52 de hoje, ele já continha a sua possível data de morte: 25 de junho de 2009.

Bancos se preparam para boleto digital

SÃO PAULO – Bancos estão se preparando para oferecer o Débito Direto Autorizado (DDA).

O DDA substitui o boleto em papel. Permite aos clientes acessar as contas a pagar pela internet, telefone ou caixa de autoatendimento.

Boletos de cobrança como do condomínio, escola e clube poderão ser incluídos no DDA. Inicialmente, porém, não será possível usar o DDA para pagar contas de serviços públicos como água, luz e telefone e tributos como IPTU, multas e IPVA.

O Banco do Brasil e o Bradesco já estão a cadastrando os clientes interessados no DDA. No Bradesco, o serviço que deve começar a funcionar no dia 19 de outubro. O Itaú Unibanco também anunciou que irá estrear o serviço em outubro, o cadastramento de clientes será iniciado em agosto.

O DDA foi desenvolvido pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), ABBI (Associação Brasileira de Bancos Internacionais), ABBC (Associação Brasileira de Bancos) e ASBACE (Associação Nacional de Bancos). Na estimativa das instituições, se 2 bilhões de boletos de papel deixarem de ser emitidas por ano, o DDA ajuda a poupar mais de 374 mil árvores, 1 bilhão de litros de água e 46 milhões de kW/hora.

SAP inaugura prédio verde em São Leopoldo

Projeto utilizou mais de 40% de materiais recicláveis, madeira certificada e mobiliário e carpetes produzidos com baixas taxas de emissão de carbono / Divulgação

Projeto utilizou mais de 40% de materiais recicláveis, madeira certificada e mobiliário e carpetes produzidos com baixas taxas de emissão de carbono

SÃO PAULO – A SAP inaugurou o campus do SAP Labs Brasil, um prédio verde na cidade de São Leopoldo (RS).

O SAP Labs Brasil, voltado para o desenvolvimento de aplicativos e serviços de suporte para a região das Américas, está localizado no Campus da Universidade Unisinos (RS). Tem capacidade para 375 pessoas.

O prédio verde recebeu investimento de 14,8 milhões de euros. Conduzido pelo arquiteto Eduardo de Almeida, o projeto utilizou mais de 40% de materiais recicláveis, madeira certificada e mobiliário e carpetes produzidos com baixas taxas de emissão de carbono.

Segundo a SAP, as janelas do prédio receberam um filme especial para reduzir o calor no interior do prédio nos dias quentes e o sistema de ar condicionado inteligente funciona apenas quando necessário. Toda a água utilizada no prédio será tratada e reutilizada, segundo a empresa.

Com objetivo de obter a certificação Gold do Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), o SAP Labs Brasil atende a pré-requisitos como reuso de água, consumo inteligente de energia e destinação correta de resíduos.

A SAP tem uma parceria com a Unisinos há três anos. No SAP Labs, estudantes da universidade podem participar do programa de trainees, trabalhando em diversas áreas da empresa.

Google estreia banco de dados na nuvem

SÃO PAULO - Sem fazer alarde, o Google acaba de colocar o pé um novo terreno: o de bancos de dados hospedados na nuvem.

O gigante das buscas anunciou no seu blog de pesquisas um banco de dados chamado Fusion Tables, tendo como bandeira principal a facilidade de uso.

“O Fusion Tables não é um sistema de banco de dados tradicional focado em queries complicadas de SQL e processamento de transações”, define o post sobre o novo produto.

A proposta da ferramenta é fundir a gestão de dados com a colaboração, unir múltiplas fontes de dados e discussões sobre eles, consultas, visualização e publicação na web.

Na versão apresentada esta semana, é possível fazer o upload de grupos de dados (por enquanto o limite é de 100MB por conjunto de dados e 250MB por usuário).

É possível abrir todos os dados para colaboração ou manter parte fechada, além de selecionar níveis de compartilhamento com diferentes usuários.

Por enquanto a ferramenta está em fase inicial de testes, mas se oGoogle entrar com força no segmento poderá desafiar mais um vez gigantes como IBM, Microsoft e Oracle, desta vez em uma nova frente de negócios.

O lado pão-duro do bilionário Google

O Google faturou 21,7 bilhões de dólares em 2008. Sabe quanto a empresa queria pagar para artistas desenharem temas para o Chrome? Nada, nada, nada.

No domingo, o The New York Times publicou uma reportagem sobre a revolta de alguns renomados ilustradores com a empresa de Mountain View. Eles foram procurados por um representante do Google, que jogou a isca: “Vocês querem ter seu trabalho exposto para milhões de pessoas em todo o planeta? É uma chance única!”. Uau!, disseram logo de cara. Só que, logo depois, ouviram aquele trecho da música “Aluga-se”, de Raul Seixas: “Nós não vamos pagar nada! É tudo free!”.

Entre os que não concordaram com o convite estão Melinda Beck, Gary Taxali e Joe Ciardiello. Eles já tiveram trabalhos publicados/exibidos em Newsweek, Time e Fortune, além do canal Nickelodeon. Roxo de raiva, Taxali fez uma ilustração que mostrava uma mão com o dedo médio levantado, um tipo de gesto que deve ter escandalizado o pessoal cool comandado por Sergey Brin e Larry Page. Arrependido, tirou o desenho do ar, mas alguns sites ainda o reproduzem.

Procurado pelo Times, o Google respondeu que o sistema funcionaria nos mesmos moldes dos temas desenvolvidos para a home page personalizada iGoogle. Mas o pior vem agora: a empresa afirmou que dúzias de artistas ficaram muito empolgados com a oportunidade e decidiram se envolver no projeto. Ou seja: toparam trabalhar de graça. Não foram divulgados, porém, os nomes dos “traidores do movimento”. Ainda não há prazo para que os temas do Google Chrome sejam anunciados.

Será que o pessoal de Mountain View teria coragem de pedir o mesmo para os desenvolvedores? Seria algo do tipo: “Pessoal, vocês não querem doar horas e horas de trabalho para nos ajudar a criar um novo serviço ou software muito, muito, mas muito legal? Mas nós não vamos pagar nada, né? É uma oportunidade incrível!” Opa, opa! Talvez seja por isso que Android, Google Wave e companhia tenham o seu código aberto.

Iranianos fortalecem poder político pela web

LONDRES - Aliados do candidado iraniano Mirhossein Mousavi que perdeu as eleições presidenciais do país usaram o Twitter para organizar uma manifestação.

Os partidários de Mousavi pediam a continuação de um comício a favor do político que havia sido proibido e davam dicas de segurança a quem quisesse comparecer.

Sites como o Twitter e o Facebook se tornaram um meio central pelo qual jovens iranianos urbanos expressam seu descontentamento com o presidente Mahmoud Ahmadinejad, que derrotou Mousavi na sexta-feira (12/06) e cujo governo controla a mídia estatal.

"Alerta: marcha a favor de Mousavi está confirmada para as 17h", dizia uma das mensagens.

"Boa sorte durante a marcha. Não vá de carro porque haverá gente lhe esperando quando retorne a ele", aconselhava outra.

O governo iraniano bloqueou o envio de SMS na sexta-feira (12/06) porque candidatos da oposição haviam utilizado mensagens de texto para animar jovens eleitores durante a campanha eleitoral. Entretanto, moradores de Teerã continuavam sem acesso a SMS na segunda-feira (15/06).

O serviço persa da BBC também estava bloqueado.

Já o Facebook informou na segunda-feira (15/06) que alguns usuários no Irã estavam tendo dificuldades para acessar o site.

"Isso é decepcionante, ainda mais em uma época na qual os cidadão recorrem à internet para obter informações sobre as eleições", afirmou a rede social.

A indignação começou a aparecer no Teerã e em outras cidades após o ministro de Assuntos Interiores do país divulgar no sábado (13/06) que o candidado linha dura Ahmadinejad havia ganhado de Mousavi por uma esmagadora diferença.

Mousavi solicitou ao principal órgão legislativo do país a anulação do resultado devido a irregularidades, mas tanto o ministro de assuntos interiores quanto Ahmadinejad negaram as suspeitas de fraude.

De acordo com o monitor de censura da internet OpenNet Initiative, os iranianos começaram a aderir em massa à internet a partir de 1997, quando dezenas de veículos da imprensa começaram a ser fechados e jornalistas a ser presos.

Mais de 23 milhões de iranianos em um país com 70 milhões de habitantes - cerca de 60% dos cidadãos com menos de 20 anos de idade - têm acesso à web.

No Facebook, a comunidade de Mousavi conta com 48 mil membros, enquanto a de Ahmadinejad tem 2.615 e uma terceira chamada "Aposto que há mais de 1 milhãos de pessoas que não gostam de Mahmoud Ahmadinejad" possui 57 mil integrantes.

Crackers atacam twitters com falso antivírus

SÃO PAULO – Crackers organizam novo ataque ao Twitter, desta vez com o objetivo de vender antivírus falsos aos usuários.

Conforme a Panda Secutity, o ataque envolve vários passos. Primeiro, os crackers criam centenas de contas no Twitter e publicaram numerosos comentários em cada um deles, todos sob o tópico “PhishTube Broadcast”, que seria algo associado à banda de rock americana Phish. Com isso, garantem grande visibilidade aos comentários e o aparecimento do tópico entre os Trending Topics, a lista dos dez assuntos mais badalados do Twitter, que fica visível para todos os usuários.

A isca está armada. Se os usuários clicam no link “PhishTube Broadcast”, vão ver os comentários maliciosos escritos pelos crackers. Esses comentários incluem links para uma página web pornográfica falsa. Clicar em qualquer item dessa página resulta na infecção do computador pelo falso antivírus Privacy Center. Esse mesmo malware já foi detectado também na rede do YouTube.

O Privacy Center finge fazer uma varredura na máquina da vítima e “detecta” uma série de programas maliciosos. O objetivo é oferecer uma versão paga do falso antivírus, apresentada como capaz de limpar os invasores da máquina. O usuário inexperiente paga para ter sua máquina invadida.

A Panda destaca ainda que o ataque ao Twitter utiliza técnicas desenvolvidas especialmente para forçar um item malicioso a aparecer na lista dos tópicos mais populares da rede. Artifícios similares, diz a Panda, já foram utilizados em outros sites, como Digg.com e YouTube.

Vendas de equipamentos para chip vão crescer

TAIPÉ - A receita global do mercado de equipamentos para produção de chips terá alta no segundo trimestre, após três trimestres de declínios.

As receitas globais das fabricantes de equipamentos para produção de chips, incluindo as líderes do setor TSMC, UMC e Chartered Semiconductor, devem subir para 3,6 bilhões de dólares no segundo trimestre, afirmou a iSuppli em um comunicado desta terça-feira.

Isso seria um aumento de cerca de 60% ante o valor de 2,25 bilhões de dólares no primeiro trimestre do ano, acrescentou a empresa.

"O mercado de equipamentos para produção de chips no segundo trimestre está se beneficiando de uma redução maior nos estoques de semicondutores em toda a cadeia de fornecimento de eletrônicos e novos projetos inovadores que exigem tecnologia inovadora", disse Len Jelinek, diretor e principal analista da iSuppli.

A TSMC e a UMC, que a iSuppli disse terem juntas uma fatia de 63 por cento do mercado no primeiro trimestre, previram um segundo trimestre favorável, em parte devido à forte demanda da China, como resultado dos gastos de estímulo do governo chinês.

"O crescimento sustentável dos semincondutores virá apenas quando a economia global se recuperar e os consumidores retornarem ao padrão normal de compras".

Para 2009, o mercado de equipamentos para produção de chips terá desempenho inferior ao setor geral de semicondutores, sofrendo uma queda de 26,5% na receita, informou a iSuppli.